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segunda-feira, 5 de março de 2012

CORRE E FALA A ESTE JOVEM

NÃO RECLAME, TENHA PACIÊNCIA!

Quando José se mostrou a seus irmãos, após mais de vinte anos no Egito, ele disse: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós” (Gênesis 45:5). É preciso ver tudo que se passou com ele desde que teve os sonhos na adolescência até que isso aconteceu, quando tinha quase quarenta anos de idade. Os sonhos que ele teve mostravam que um dia ele reinaria sobre seus irmãos, seu pai e sua mãe (Gênesis 37: 7-10). Quando contou a seus irmãos, sofreu ódio e rancor a ponto de ser por eles lançado numa cisterna e depois vendido como escravo no Egito (VS. 19-20, 26-28). Porém, em toda essa situação José não murmurou nem reclamou.
Após ser vendido ao Egito, José se tornou mordomo da casa de Potifar, comandante da guarda, egípcio, e ali serviu fielmente (Gênesis 39: 1-6). Porém a mulher de seu amo tentou seduzi-lo e, como não conseguiu, mentiu contra ele e o fez ser lançado na prisão (v.7-20). Já não bastava ter sido mal compreendido pelo pai e pelos seus irmãos, ter sido odiado e ameaçado de morte pelos irmãos, vendido como escravo e estar numa terra distante, ele agora foi injustiçado na casa de seu amo, falsamente acusado e aprisionado como criminoso comum. Ainda assim, em tudo isso, ele não murmurou nem reclamou contra as pessoas ou contra o Senhor.
Na prisão o Senhor estava com José. Assim José foi favorecido pelo carcereiro, que confiou a ele o cuidado de todos os presos (Gênesis 39:21-23). Tempos depois o copeiro e o mordomo de Faraó foram presos, porque desagradaram ao rei (40: 1-4). Esse dois servos tiveram um sonho e ficaram perturbados com isso. José, então, lhes pediu que lhe contassem o sonho. Quando os dois lhes contaram os sonhos que tiveram, ele o interpretou. Jovem, pense bem: você faria o mesmo? José passou por todos estas dificuldades nesses anos todos justamente por causa de dois sonhos que teve na juventude. Será que nesta situação você ainda iria querer interpretar o sonho dos outros, especialmente se os seus ainda não tivessem realizado? Talvez você pensasse: “Nunca mais quero saber de sonho nenhum. Foi por causa dos sonhos assim que eu meti nessa encrenca toda. Estes dois tiveram sonhos? Nem quero saber; eles que arranjem outra pessoa para interpretar. Eu vou ficar quieto no meu canto. Já tive problemas demais na vida por causa disto”. Mas José não pensava assim e interpretou os sonhos dos companheiros da prisão (VS. 7-19). Os sonhos dos companheiros de José se realizaram três dias depois (VS. 20-22), mas o de José ainda não estavam realizados, mais de dez anos depois de ele ter sonhado. Além disso, José pediu muito ao copeiro do rei que se lembrasse dele depois de saísse da prisão, mas o copeiro se esqueceu. (v. 23). Só se lembrou dele dois anos depois. Ainda assim, José não murmurou nem se queixou ao Senhor ou aos homens.
Quando Faraó teve dois sonhos e não conseguia entendê-los, ficou muito preocupado e o copeiro se lembrou de José. Faraó mandou chamá-lo e José interpretou os sonhos. Finalmente parecia que seus próprios sonhos estavam para se cumprir: José tornou-se governador do Egito e era o segundo em autoridade, abaixo apenas do próprio Faraó (Gênesis 41: 1-44). A concretização de seus sonhos ocorreu apenas quando ele já estava com trinta anos de idade, treze anos depois de ter tido os sonhos (41:46; cf. 39:5). Jovem, você seria capaz de esperar treze anos para ver seus sonhos cumpridos? Será que teria paciência? Será que não murmuraria e se queixaria especialmente se visse que foram esses mesmos sonhos que o colocaram em tanta dificuldade? Será que não desistiria de tudo e seguiria seu caminho longe do Senhor? José não foi assim; pelo contrário perseverou.
Em José vemos o exemplo de uma vida amadurecida e vitoriosa, que resulta da obra transformadora do Senhor. Além de ser fiel e não se queixar, ele também soube aguardar no Senhor. Qualquer jovem que amasse os pais e fosse violentamente separado deles como foi José agarraria a primeira oportunidade para voltar para casa. José poderia ter feito isso; afinal, era o governador de todo o Egito, a nação mais poderosa de então. Como governador, poderia ter ido ver seu pai ou ter mandado trazer toda a sua família para junto de si logo depois de subir no trono. Mas José não foi precipitado; antes esperou o momento adequando. Quando finalmente teve a oportunidade de se revelar aos irmãos, não o fez com arrogância nem espírito vingativo, mas entendeu que foi o Senhor que soberanamente cuidou de tudo naqueles anos todos. Foi por isso que disse aos irmãos: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido por aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante de vós” (Gênesis 45:5). Esse é o exemplo de alguém que soube esperar no Senhor. Que a vida divina cresça em nós a tal ponto de que todos cheguemos a este estágio: não murmurar, mas saber que todas as coisas cooperam para o nosso bem; afinal, amamos a Deus e ao Seu propósito (Romanos 8:28).

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