Seguir a direção do Espírito para realizar a obra
| Alimento Diário - A edificação do corpo de Cristo |
Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho (At 16:10)
At 15:34, 36, 40; 16:6-8, 13-14, 19-34, 40
Em sua segunda viagem, Paulo escolheu Silas para acompanhá-lo. Silas era um irmão notável em Jerusalém que, juntamente com Judas, fora enviado para ir com Paulo até Antioquia ler a carta escrita pelos líderes de Jerusalém. Após a leitura da carta, Judas retomou para Jerusalém. Silas, no entanto, permaneceu ali (At 15:34) até sair com Paulo para visitar os irmãos por todas as cidades nas quais ele já havia anunciado a palavra do Senhor (vs. 36, 40).
Nessa viagem, eles não realizaram a obra movidos pela própria vontade, mas foram restringidos e guiados pelo Espírito: "E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu. E, tendo contornado Mísia, desceram a Trôade" (16:6-7). Ao chegar a Trôade, Paulo recebeu uma visão na qual um varão macedônio lhe rogava, dizendo: "Passa à Macedônia e ajuda-nos" (v. 9). Por estarem no espírito, a reação de Paulo e dos que estavam com ele foi imediata: "Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho" (v. 10).
Ao chegarem à Macedônia dirigiram-se para Filipos. Depois de alguns dias, saíram da cidade e foram para um lugar junto ao rio, onde parecia haver um lugar de oração. Ali encontraram algumas mulheres tementes a Deus para as quais pregaram o evangelho (v. 13). Uma das mulheres, Lídia, que era vendedora de púrpura, escutava e compreendia a pregação, pois o Senhor lhe abrira o coração (v. 14). Lídia e toda sua casa receberam o batismo, e logo em seguida ela convidou a Paulo e os demais irmãos para hospedarem-se em sua casa. Foi assim que, naquele simples lugar, às margens de um rio, surgiu a igreja em Filipos, e a casa da vendedora de púrpura se tornou um lugar onde os irmãos podiam reunir-se (v. 40).
Em Atos 16: 19-34 vemos que Paulo e Silas foram presos e açoitados por causa da pregação deles. Por estarem cheios do Espírito, mesmo na cadeia, eles não se deixaram abater, mas estavam alegres. À meia-noite, enquanto oravam e cantavam louvores a Deus, de repente sobreveio um grande terremoto naquele lugar, que sacudiu os alicerces da prisão, abrindo todas as portas e cadeias (vs. 25-26). Apesar disso, nenhum dos aprisionados fugiu, provavelmente impactados com o testemunho de Paulo e Silas. Até mesmo o carcereiro, que havia pensado em suicidar-se, após ver aquele grande sinal, recebeu o evangelho e foi batizado, juntamente com os de sua casa. Isso mostra que, independentemente do lugar em que estivermos, por meio de nosso testemunho, o Senhor salva as pessoas, libertando-as de suas prisões.
Na história do cristianismo, por vários séculos, os filhos de Deus têm-se preocupado em construir grandes templos físicos, com o fim de reunir a igreja e adorar a Deus. Essas tradições foram mantidas ao longo do tempo e até hoje influenciam os cristãos. Mas, se tomarmos o princípio estabelecido na Palavra, considerando a experiência em Filipos e outras igrejas, veremos que a igreja não precisa de uma grande estrutura física para se reunir e ser edíficada (17:24).
Que sejamos sensíveis ao mover do Espírito, para perceber Sua vontade e direção. Sejamos simples também para não nos apegarmos às estruturas físicas.
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