Guardar a pura Palavra de Deus
| Estudos Bíblicos - O ministério que seguimos e praticamos |
Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento (1 Co 5:7a). Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma (Tg 1:21)
Êx 12:8; Mt 13:33; 16:12, 18-23; At 2:42-47; Ef 4:12; Ap 3:8
No Antigo Testamento, foi ordenado ao povo de Israel que se alimentasse de pães asmos, isto é, sem fermento (Êx 12:8). No Novo Testamento, o Senhor continua nos admoestando a nos acautelarmos do fermento, não de pães, mas sim do que se refere aos ensinamentos tradicionais e religiosos.
Em Mateus 16 o Senhor Jesus faz uma importante advertência acerca da doutrina dos fariseus e saduceus nos versículos que antecedem a revelação da igreja. Devemos dar atenção ao versículo 12, porque ele nos direciona a compreender os versículos seguintes. O Senhor nos exorta a rejeitar os ensinamentos que não se originam da pura Palavra de Deus.
Quando, no versículo 18, o Senhor fala que edificará a Sua igreja, Ele não está se referindo a uma instituição, organização hierárquica ou prédio. Antes, Ele se refere ao Seu Corpo. Antigamente, achávamos que a igreja era o local de reuniões. Porém, conforme lemos em Efésios 4:12, a edificação da igreja é a edificação do Corpo de Cristo; para isso, o que importa é o acréscimo da vida de Deus, não formas exteriores ou doutrinas.
Por melhores que sejam nossas opiniões ou experiências, não devemos enfatizá-las em detrimento do encargo do Senhor, porque, dessa forma, elas se tornarão uma mistura de "fermento" que nos desvia da pura Palavra de Deus. Noutras palavras, devemos negar a vida da alma, não somente no seu aspecto mau, mas também no aspecto bom (Mt 16:22-23).
No versículo 18, o Senhor menciona a autoridade da igreja. Essa autoridade não é institucional, mas está relacionada com as chaves do reino dos céus, concedidas a quem nega a vida da alma e cresce na vida divina. O próprio Senhor abrirá a porta do reino dos céus a quem nega a si mesmo. Por outro lado, se não negamos a vida da alma, impedimos o crescimento da vida divina, e a porta do reino ficará fechada para nós.
Nesse contexto, a vida da igreja não é uma organização baseada em um ensinamento, mas um viver prático. Foi dessa maneira que a igreja se iniciou em Jerusalém. Os primeiros cristãos invocavam o nome do Senhor e partiam o pão de casa em casa, tendo comunhão na Palavra de Deus e perseverando em oração (At 2:42-47). Nós também devemos permanecer invocando o nome do Senhor e apascentando uns aos outros, na prática do amor fraternal. Além disso, devemos apascentar e alimentar nossos conservos, não com o pão levedado de fermento, mas com a genuína Palavra de Deus.
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